sexta-feira, 1 de julho de 2011

set me free

Tenho a impressão de que a vida é tão curta. Fico maluca sabendo que estou deixando de viver algo... às vezes bate um desespero. Uma vontade de largar tudo e fazer o que der na telha. Atravessar a cidade só pra ver alguém que hà muito não se vê, sair no meio da tarde, em dia de semana pra ir a praia com os amigos. Festejar em plena quarta-feira, sair na sexta e só voltar no domingo. Beber até cair, só pra ter uma história pra contar. Saltar de paraquedas, sair pelo mundo com uma mochila, uns trocados e uma boa companhia... As vezes dá vontade. A vida na metrópole se torna uma prisão, prisão na rotina, nos velhos e chatos hábitos....
As pessoas se deprimem e guardam pra si mesmas toda a angustia, se acomodam e passam anos vivendo a mesma vida. "vivendo", na verdade elas participam da vida, verdadeiros figurantes das suas próprias vidas, as vezes bate um desespero...


"Eu sou nuvem passageira
Que com o vento se vai
Eu sou como um cristal bonito
Que se quebra quando cai
Não adianta escrever meu nome numa pedra
Pois esta pedra em pó vai se transformar
Você não vê que a vida corre contra o tempo
Sou um castelo de areia na beira do mar
A lua cheia convida para um longo beijo
Mas o relógio te cobra o dia de amanhã
Estou sozinho, perdido e louco no meu leito
E a namorada analisada por sobre o divã
Por isso agora o que eu quero é dançar na chuva..."

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